Localizada no concelho da Povoação, parte sudeste da bela Ilha de São Miguel, a freguesia do Faial da Terra é mais uma destas vilas pitorescas açorianas rodeada por uma natureza exuberante e de muita paz e tranquilidade, a atrair visitantes de todas as partes do mundo.
Foi neste concelho, ao qual pertence o Faial da Terra, que desembarcaram os primeiros povoadores de São Miguel, sendo então criado por decreto da Rainha D. Maria II, na data de 03 de julho de 1839. Esta freguesia é conhecida como “Presépio da Ilha” e todos os anos acontecem as festividades do Império da Santíssima Trindade, cuja a finalidade é recuperar as tradições locais.

As principais atividades económicas desta freguesia são a agropecuária e o comércio, graças às culturas agrícolas e pastagens e o artesanato, sempre presentes na decorrer da sua história. Na área gastronómica, destacam-se o fervedouro, molho de fígado, bolo da sertã, papas grossas, sopas do Espírito Santo, torresmos, morcela e chouriço.
Mas o que mais chama à atenção no Faial da Terra é seu riquíssimo património histórico, composto de importantes projetos arquitectónicos, como a elegante Igreja de Nossa Senhora da Graça, construída no começo do século XVI, a Ermida de Nossa Senhora de Lurdes, datada do ano de 1900, a Alminha, símbolo da vivência religiosa, os Fontanários, que no passado tinham um papel fundamental no abastecimento de água, e o Coreto, construção destinada a abrigar bandas musicais nas festividades.

Outros pontos de interesses no Faial da Terra são os miradouros do Pico dos Bodes e da Ermida de Nossa Senhora de Lurdes, a proporcionar aos visitantes excelentes vistas panorâmicas de diferentes ângulos da zona e a Praceta Nossa Senhora da Graça, ideais para descansar e relaxar.

Portanto, ao visitar a Ilha de São Miguel, não deixe de conhecer o Faial da Terra, freguesia de muitas belezas e atrações espetaculares.
O que fazer e visitar no Faial da Terra
Sanguinho

Fotografia de Bruno Sousa
Situado na freguesia do Faial da Terra, o Sanguinho é uma aldeia rural que abriga, aproximadamente, vinte casas desabitadas desde o começo dos anos 70. No passado, o local chegou acomodar cerca de duzentas pessoas. Porém, a ausência de condições de conforto, dificuldades de acesso e emigração, estas pessoas foram obrigadas a abandonar a aldeia. No entanto, para preservar a história do Sanguinho, as residências estão a passar por um processo de recuperação.

Fotografia de Mário Ramalheiro
A origem do nome deve-se ao fato da grande presença do “sanguinho” (Frangula azorica), uma rara planta endémica dos Açores. Antigamente, acreditava-se que a região foi povoada para que os agricultores permanecessem mais próximos das suas terras, além de se tornar uma forma das pessoas se protegerem das frequentes cheias e tempestades marítimas que ocorriam na região.





