Sanjoaninas 2022

Sanjoaninas 2022

Angra do Heroísmo - Ilha Terceira
16 de Junho a 26 de Junho


Descrição Sanjoaninas 2022

Cartaz 2022

Cartaz das Sanjoaninas 2022 - Ilha Terceira. Açores

As Sanjoaninas são as festas concelhias de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira. Ligadas à devoção de São João, tornaram-se numa das manifestações mais significativas da cultura popular dos Açores.


Angra do Heroísmo é Uma Capital no Coração do Atlântico. Há quinhentos anos que tem uma baía que acolhe e faz heróis. Há quinhentos anos que tem homens e mulheres que defendem e espalham ideais.

A centralidade da ilha Terceira foi um dos principais motivos pelos quais se tornou a sede dos poderes religioso, político, económico e militar no arquipélago açoriano durante os vários períodos da História de Portugal.

Vaidosamente renascentista, e de braços abertos para o mar, a cidade de Angra do Heroísmo tem pedras que contam histórias e janelas coloridas que desvendam paixões ardentes. Apesar da insularidade, foram as gentes da Terceira que, de forma notável, nobre, leal e sempre constante, estiveram na vanguarda do liberalismo português.

São nos bovinos que percorrem as estradas, nas famosas touradas à corda, que se observa a verdadeira alma angrense, apaixonadamente ligada a uma tradição que promove o convívio e a amizade há séculos.

Todos estes fatores levaram a que os terceirenses saibam celebrar a vida. Por isso, não faltam festas e festivais, desde profanos a religiosos. As Sanjoaninas são um concentrado de toda esta vivência num só local, numa só semana.

Angra: Respirar Fundo e Sair a Dançar

«Nós somos os que venceram os terramotos. Os que caminharam sobre a lava de vulcões. Somos os que abriram o peito às tempestades – porque não haveríamos de dançar sobre as cinzas de uma epidemia também? Em 2022, as Sanjoaninas fazem um intervalo na celebração do passado para comemorar o presente e, com este, o futuro. O regresso à normalidade. O convívio entre as gentes. O primado dos sentidos. Este ano, portanto, respiramos fundo e saímos dançando. E havemos de ser dos primeiros, como fomos os primeiros em tanta coisa nestes seis séculos. Em nome da benignidade do ócio e do poder redentor da alegria. É a vitória do Homem sobre a ameaça, o que este ano comemoramos. O triunfo da esperança sobre o desespero. Esse auspicioso momento em que o medo se fez coragem e esta se transforma em júbilo. Como tantas vezes se fez vida a partir do colapso. Criação a partir do pó. Afinal, esteve sempre entre nós, a lição. Na força avassaladora dos elementos. Na vontade indómita do homem – que, apesar de tudo, prevalece. Vivemos um tempo de desafios. Os recursos do planeta esfumam-se. A confiança na ciência dá lugar à crendice e ao desamor. Grassam o racismo, a misoginia, a homofobia, o fanatismo, o ódio. Mas nós somos os que venceram os terramotos. A nossa natureza renova-se como mais nenhuma, apesar de tudo. E, ademais, sempre tivemos os braços abertos ao outro. Aqui, no centro do mundo, regressamos ao essencial. Filhos da compaixão e da possibilidade, respiramos fundo e saímos a dançar. Todos.»

Joel Neto

Programa 2022

Pode consultar o programa detalhadamente nesta página