Uma jovem de 17 anos da Ilha de São Miguel criou um queijo muito famoso, Queijo do Vale, que possui características diferenciadas e um sabor único.
O queijo é diferente de tudo que já foi visto, pois é feito de forma artesanal, sendo o principal segredo do sabor a água mineral azeda do Vale das Furnas.
A Queijaria Furnense na Ilha de São Miguel é gerida pela jovem e pela sua família, que junta técnicas de marketing com a qualidade do seu queijo para garantir o sucesso e atrair cada vez mais pessoas.

História do Queijo do Vale
Paula Rego é uma jovem de Furnas, uma freguesia no concelho da Povoação na ilha de São Miguel. A jovem começou a criar produtos gastronómicos desde os 16 anos e com 17 anos começou a sua produção de queijos artesanais. Paula contou com a ajuda do seu pai, um queijeiro com muita experiência, e também de uma grande fábrica da ilha para que conseguisse realizar este projecto.

Paula Rego – Queijaria Furnense
Depois do fim das quotas leiteiras da União Europeia em 2016, Paula e a sua família tiveram que se reinventar e criaram o queijo e a Queijaria Furnense. Além da qualidade do queijo a jovem aplica várias estratégias de marketing. O Queijo do Vale é mais conhecido na ilha como Queijo da Paula.
O sucesso tem sido muito, e por isso a jovem pretende consolidar-se ainda mais regionalmente e nacionalmente, para então depois começar a exportar para fora do país, de onde já recebeu algumas propostas.
Apesar de ser uma jovem empreendedora com muita visão estratégica e com vários projetos para realizar, Paula não quer deixar de realizar algumas actividades que já fazia desde criança, como ordenhar as vacas do pai.
O Queijo do Vale
O Queijo do Vale não é apenas mais um queijo. O produto foi pensado para ser um produto único e diferenciado dos outros queijos do arquipélago.
Os principais ingredientes do queijo são o leite, que vem das vacas da família, e a água mineral azeda do vale das Furnas, uma água muito rica em minerais nascida do Vulcão das Furnas.
O queijo, depois de pronto, é banhado nesta água mineral. Além disso, algumas variedades do queijo ainda levam orégãos e especiarias.

Para Paula conseguir chegar à versão final do queijo foi necessário testar cinco opções de águas minerais, pois no Vale das Furnas existem cerca de 57 tipos de águas minerais. Para isso a jovem contou com a ajuda técnica e científica do Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA).
Paula não contou com nenhum tipo de financiamento, fez tudo com a ajuda da sua família e já vendeu milhares de queijos. O facto de ser um queijo novo e diferenciado atrai a atenção de diversos moradores da ilha e dos turistas que querem experimentar a novidade e verificar se realmente são bons.





