A história do Ananás dos Açores é bastante interessante e teve início no século XIX, na Ilha de São Miguel.
Os portugueses descobriram a fruta na época da colonização do Brasil e a trouxeram-na até ao Arquipélago dos Açores, sendo cultivada em estufa e tratada como uma planta ornamental de experimento cultural e curiosidade botânica. Só mais tarde souberam que o ananás era uma fruta saborosa e de forte valor comercial.

Fotografia de ByAçores
Em 1864, foi construída a primeira estufa de característica industrial, com capacidade para 800 plantas. A evolução foi tanta que pouco tempo depois a Ilha de São Miguel já contava com 4.300 estufas de produção, começando assim as primeiras exportações de ananás.
Já no começo do século XX, o Ananás dos Açores, internacionalmente conhecido, passou a ser exportado para países como Inglaterra, Alemanha e Rússia.
Após mais de um século de comercialização na Europa, uma importante conquista para o Ananás dos Açores chegou em 1996, quando a Denominação de Origem Ananás dos Açores/S. Miguel foi registada e protegida pela Comissão Europeia por meio do Regulamento (CE) nº 1107/96, no dia 12 de junho.
Atualmente, a maior parte da sua produção ocorre na cidade de Ponta Delgada.
Plantação do Ananás dos Açores
O Ananás dos Açores é produzido em estufas de vidro, com a utilização de técnicas de cultivo tradicionais, sendo aplicado “fumo” e utilizada “cama quente” à base de matéria vegetal.
É importante que essa terra denominada “cama quente” seja rica em matéria orgânica, para garantir a qualidade dos ananases. Apenas um fruto é produzido para cada planta de ananás.

Fotografia de Cristina Pinto
No primeiro mês de produção, a plantação precisa ser regada em abundância e, no decorrer dos outros meses, essa irrigação é reduzida até que seja totalmente retirada na fase conhecida como maturação, onde ocorrem alterações acentuadas nos aspectos físicos e químicos dos ananases.
A aplicação do “fumo” acontece depois de quatro meses e tem como finalidade a queima de verduras dentro das estufas, para que as plantas possam florescer todas na mesma velocidade, mantendo assim o controle de toda a produção.


