As festividades do Senhor Santo Cristo dos Milagres ocorrem na Ilha de São Miguel, no quinto domingo após a Páscoa e é a maior festividade religiosa de todo o arquipélago.
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Os factos que estão na origem do Senhor Santo Cristo dos Milagres remontam ao início do povoamento da Ilha de São Miguel e a Vila Franca do Campo, onde, em 1522, ocorreu um grande terramoto. O nobre Jorge da Mota e as suas filhas esconderam-se do terrível acontecimento numa das suas quintas.
Uma das suas filhas, Petronilha da Mota, não dava importância à riqueza e dedicou a sua vida à religião. Isabel Afonso, proveniente de Braga chegou à ilha de São Miguel e tornou-se numa grande amiga de Petronilha. Ambas optaram pela penitência e dedicação à oração e fé, tendo mais tarde adoptado os nomes de Maria de Jesus e Maria dos Anjos. Recolheram-se mais tarde na ermida de Santa Clara, em Ponta Delgada.
Ali seria o destino das duas religiosas pois sentiram que foram movidas pelas mãos divinas. Com o passar do tempo, outras pessoas foram entrando na igreja e dando, assim, uma maior importância à fé, como por exemplo, a filha mais nova de Jorge da Mota, Ana de São Miguel. Numa casa pequena viviam seis religiosas com muita dificuldade, mas também com muita devoção.
Convento da Nossa Senhora da Esperança

As religiosas de Maria Imaculada ocuparam o convento sucedendo a Congregação de São José de Cluny. Este foi o primeiro convento de freiras em Ponta Delgada. Atualmente este convento recebe grandes melhoramentos como decorações como no tecto da igreja e também os famosos azulejos que se encontram no coro baixo.
Há obras do pintor Manuel Pinheiro Moreira, entre outras atrações.
Lenda do Senhor Santo Cristo dos Milagres
A história do Senhor Santo Cristo dos Milagres teve início em Água de Pau, Ilha de São Miguel, no Convento da Caloura. O povo de Água de Pau estava um pouco afastado da religião e da fé, pelo que as religiosas da altura rezavam para que a população voltasse a ter fé e amor ao Senhor.
Acreditavam que a presença de uma imagem religiosa nova nesse mesmo Convento levaria a que houvesse de novo um despertar para a fé. Foi ai que escreveram uma carta ao Papa, a pedir-lhe a imagem que tanto desejavam mas não tinham dinheiro para a adquirir. O pedido não foi atendido.
Ainda assim não desistiram e focando-se na fé continuaram a rezar para que houvesse a dita mudança da população assim como uma imagem religiosa.
Mais tarde, numa época em que os piratas navegavam pelos mares dos Açores, um navio foi atacado acabado por ficar totalmente destruído, pelos corsários. Foi nesse dia que as freiras – ao observar o mar – viram uma caixa perto da costa que brilhava muito e parecia ter uma luz no seu interior. Foram até à caixa verificar o que tinha dado à costa e ao abrir encontraram uma imagem do busto de Cristo, com um olhar vivo e expressão humilde.

