PRC12TER
Médio

Rota da Água

Terceira 4.2 km 02:00

Ficha do trilho

4.2 kmDistância
02:00Duração
MédioDificuldade
CircularPercurso
TerceiraIlha
AbertoEstado

Trilho circular, de ida e volta, na zona da Nasce Água, mesmo nos arredores de Angra do Heroísmo. Como o nome deixa adivinhar, tudo aqui gira à volta da água: os recursos hídricos da serra e o património que os aproveita, dos antigos moinhos ao sistema que abastece a cidade de Angra do Heroísmo.

O ponto de partida fica junto às ruínas de um conjunto de cinco moinhos, apenas parte dos mais de 40 que já laboraram ao longo da levada a que se chama Ribeira dos Moinhos. Daqui, o caminho ganha altura pelo flanco sul da Serra do Morião, uma elevação de 602 metros que marca o bordo sul da Caldeira de Guilherme Moniz. Mais adiante entra-se numa área de acesso reservado, onde se percebe bem todo o ciclo da água local: das massas de ar húmido que largam a chuva dentro da Caldeira de Guilherme Moniz até às águas subterrâneas que voltam a surgir na encosta exterior do vulcão, onde são captadas, tratadas e encaminhadas para consumo humano.

Perto da nascente da Mãe-de-Água encontra-se a primeira das três centrais mini-hídricas de Angra, que produz cerca de 1% de toda a eletricidade gerada na ilha. A meio da encosta da Serra do Morião vê-se ainda o tanque de regularização que recolhe a água das nascentes da Furna d’Água e do Cabrito. A pureza destas águas deve muito à vegetação natural em redor, a urze (Erica azorica), o louro (Laurus azorica) e a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), entre outras espécies que ajudam a reter e a infiltrar a água no solo, filtram partículas e mantêm o equilíbrio dos recursos hídricos.

Ainda neste troço destaca-se o Cruzeiro da Serra da Costaneira, obra imponente com a inscrição “fora da égide cristã não pode haver progresso verdadeiro”, que reflete a forte religiosidade do seu construtor, o Eng.º José Luís Abecassis. Já no topo da Serra do Morião, na parte final do percurso, abrem-se amplas vistas sobre Angra, o Monte Brasil e toda a costa sul da ilha. O regresso faz-se pelo mesmo caminho da subida, com apenas uma pequena variante a meio.

Como o piso pode ficar escorregadio, convém redobrar a atenção depois de dias de chuva e usar calçado adequado.

Fonte: Trilhos dos Açores - Visit Azores

Publicidade