Ficha do trilho
No coração do Faial, este percurso circular dá a volta a um dos geossítios mais marcantes da ilha: a Caldeira. Com cerca de 2 km de diâmetro, esta grande cratera resultou de sucessivas erupções, alternadas com longos períodos de calma, ao longo dos últimos 400 mil anos. O trilho está integrado na Reserva Natural da Caldeira do Faial e na Área de Paisagem Protegida da Zona Central.
A caminhada mantém-se a uma altitude que ronda os 840 a 1040 m, pelo que compensa reservá-la para dias de céu limpo e boa visibilidade. Ao longo do trajeto vai encontrar dois tipos de sinalética: as marcas branca, vermelha e amarela, onde a Pequena Rota se cruza com a Grande Rota, e as marcas amarela e vermelha da Pequena Rota. Nos cruzamentos há setas no terreno a indicar o caminho a seguir.
O ponto de partida é o miradouro da Caldeira. Vale a pena atravessar o pequeno túnel que dá acesso à cratera para espreitar o seu interior, coberto por uma vegetação densa da floresta Laurissilva. De regresso à estrada, suba as escadas e vire à direita, por um caminho de terra que segue rumo à Ermida de São João. Pelo caminho é fácil identificar flora endémica dos Açores, como o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), a urze (Erica azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o trovisco-macho (Euphorbia stygiana) e a angélica (Angelica lignescens), entre outras espécies.
À medida que contorna a Caldeira, abrem-se vistas para as costas norte e oeste da ilha e, de novo, para dentro da cratera. Pouco antes de o caminho subir em direção ao Cabeço Gordo, o ponto mais alto do trilho, a 1043 m, passa por uma ligação ao lado oeste da ilha, feita pelo PR 06 FAI – Rota dos Dez Vulcões.
Depois de passar as antenas, o percurso desce até ao miradouro onde começou. Este troço final pede atenção redobrada, por causa do desnível acentuado. Já no parque de estacionamento, quem quiser continuar pode ligar-se ao lado este da ilha através do PR 07 FAI – Caminhos Velhos.
Fonte: Trilhos dos Açores - Visit Azores