Ficha do spot
Ideal para
A Baixa da Barca é um mergulho para quem já tem experiência. As correntes podem tornar-se fortes e as profundidades são consideráveis, por isso fica reservado a mergulhadores com certificação Advanced Open Water. Em troca, o azul aberto compensa: são estas mesmas condições que atraem uma enorme variedade de vida marinha.
Encontra-a no Canal Pico-Faial, a 2 milhas náuticas para norte dos Ilhéus da Madalena, onde há três baixas próximas umas das outras, sendo esta uma delas. Chega-se em cerca de 20 minutos de barco a partir do Porto da Madalena. A descida começa pelo topo menos fundo da estrutura, aos 20 metros, e daqui pode seguir-se ao longo da parede, com corredores e patamares que descem dos 30 aos 50 metros.
No pico mais raso, em determinadas épocas do ano, cruzam-se cardumes de grandes pelágicos como bicudas (Sphyraena viridensis), lírios (Seriola rivoliana) e serras (Sarda sarda). Já na parede, entre os fendas e patamares, vivem espécies territoriais: meros (Epinephelus marginatus), abróteas (Phycis phycis), peixes-cão (Pseudolepidaplois scrofa), badejos (Mycteroperca fusca) e rocazes (Scorpaena scrofa).
O grande cartaz do local, porém, são as densas concentrações de chicharro (Trachurus picturatus). Estes cardumes funcionam como um íman e chamam à Baixa da Barca visitantes de peso, das jamantas (Mobula tarapacana) aos peixes-lua (Mola mola), sem esquecer os pelágicos que costumam rondar a zona. É por isso um dos pontos preferidos de quem procura mergulho técnico e boas oportunidades de fotografia subaquática.
Fonte: Mergulhar nos Açores - Visit Azores